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Categoria 'Economia'

Desigualdade dos salários entre os brasileiros diminuiu

June 25th, 2008 · No Comments

A desigualdade dos rendimentos entre os brasileiros empregados diminuiu desde 2002, mostrou na segunda-feira um estudo do governo.

Entre o último trimestre de 2002 e o primeiro trimestre de 2008, a distância entre os maiores e os menores salários caiu quase 7 por cento, afirmou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo.

O índice Gini, um padrão internacional usado para medir as desigualdades, diminuiu entre as pessoas empregadas para 0,505 neste ano (era de 0,54 em 2002), revelou o estudo do Ipea. Quanto mais perto do zero o índice, mas próximo da igualdade estará a distribuição de renda.

- Vivemos a perspectiva de termos um país menos injusto, agora, é necessário certamente um conjunto de outras políticas que permitam fazer com que o salário aumente sua participação na renda nacional - afirmou a jornalistas o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.

- Certamente isso pode ser alcançado por intermédio de políticas tributárias que terminem por fazer com que os impostos sejam mais progressivos. Que os pobres paguem menos impostos em relação aos que detêm maior renda - acrescentou.

Um aumento no número de programas sociais e uma aceleração do crescimento econômico fizeram aumentar mais rapidamente os menores salários e a reduzir a desigualdade nesse quesito, afirmou Pochmann.

Esses dados (baseados em informações oficiais sobre o mercado de trabalho), no entanto, excluem a principal fonte de renda dos mais ricos, tais como ganhos de capital e a renda auferida com imóveis. Essas fontes de renda aumentaram mais rapidamente durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou o estudo.

Os salários responderam por 39,1 por cento do Produto Nacional Bruto (PNB) em 2007, uma queda em relação aos 39,8 por cento de 2002.

Na maior parte dos países industrializados, os salários respondem por mais de dois terços do PNB, disse Pochmann.

- Isso representa um problema para todos os países. Essas pesquisas não incluem os ricos - afirmou o presidente do Ipea.

Países escandinavos possuem índices Gini de cerca de 0,25, ao passo que a maior parte dos países europeus fica por volta de 0,35.

Lula aumentou o salário mínimo para além da inflação e ampliou os programas de complementação de renda para os mais pobres desde que tomou posse, em janeiro de 2003.

O salário inicial dos 10 por cento que mais ganham ficou em uma média de 4.853 reais em 2007, ou 23,5 vezes mais que o salário dos 10 por cento que menos ganham.

Em 2003, os mais ricos ganharam 27,3 por cento mais que os mais pobres. A economia vem crescendo acima dos 5 por cento anuais, e o Brasil encontra-se em um de seus períodos de expansão econômica mais vigorosa em décadas.

O estudo baseou-se em dados do mercado de trabalho de seis regiões metropolitanas, que juntas respondem por 25 por cento dos 180 milhões de habitantes do país e 37 por cento de seu Produto Interno Bruto (PIB).

O Ipea passou a ser controlado diretamente pela Presidência depois de, no início do governo Lula, contradizer as previsões oficiais de crescimento.

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Brasil tem o mercado que mais atrai investimentos no setor bancário

June 25th, 2008 · No Comments

O Brasil tem o mercado que mais atrai investimentos no setor bancário da América Latina, ao lado de México e Argentina, de acordo com pesquisa da ‘Economist Intelligence Unit’, encomendada pela MasterCard Worldwide Latin America & Caribbean. Apesar da crise americana, o setor região está a pleno vapor na região e deve crescer mais nos próximos cinco anos.

A pesquisa ‘Globalisation winds in the Latin American banking industry’ coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking dos países receptores de investimentos na América Latina, concentrando 71% das apostas estrangeiras no setor, enquanto o México recebe 43% dos investimentos estrangeiros e a Argentina, 38%. O estudo revela que executivos que vivem na América do Norte preferem investir no México (58%) que no Brasil (53%) e Argentina (24%). Porém, os executivos sediados na Europa Ocidental elegeram o Brasil como prioridade (77%).

A expectativa dos investidores é que a América Latina cresça proporcionalmente à expansão dos negócios no setor. A pesquisa indica ainda que o setor financeiro na região oferece serviços relativamente pouco desenvolvidos e que as organizações devem intensificar a competitividade. A região é vista com menos vulnerabilidade pelos investidores que no passado, num sinal de mais credibilidade por parte das instituições internacionais.

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O valor das obras residenciais cresceu 9,4% em 2006

June 18th, 2008 · No Comments

O valor das obras residenciais cresceu 9,4% em 2006, de acordo com a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Edificações residenciais, produto de maior peso entre os 54 produtos da construção, cresceram 12,1%. Para isso contribuíram a expansão do crédito imobiliário, a conjuntura econômica favorável à construção de novas residências e reformas, e mudanças como o regime especial tributário do patrimônio de afetação, a lei do incontroverso e a alienação fiduciária, por exemplo.

Segundo o Banco Central (BC), o montante destinado ao crédito imobiliário em 2006 foi 85,5% maior que em 2005 e o número de unidades financiadas, 71,3% maior. Da caderneta de poupança, em 2006, para financiar 111 296 unidades, foram liberados R$ 9,2 bilhões (47,3% para a construção e 52,7% para aquisição de moradias prontas).

Em 2006, entre as empresas que realizaram obras residenciais, as com 250 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 29,1% do valor das construções, sendo 23,6% para o subgrupo com 250 a 999 pessoas, e 5,5% para as de 1 000 ou mais ocupados, confirmando que neste segmento predominam empresas de menor tamanho.

Entre 2005 e 2006, o crescimento do valor das obras das grandes empresas com até 999 ocupados foi de 8,5%, enquanto as com 1 000 ou mais avançaram 42,5%, superando o crescimento de 9,4% para o total das empresas.

Em 2006, o grupo de edificações não-residenciais avançou 20,2%, impulsionado pelas obras em escolas, hospitais, hotéis e garagens (49,9%), galpões e edifícios industriais (26,7%); montagens industriais (31,6%), plantas para mineração (101,6%) e instalações desportivas (45,8%), cujo crescimento tem relação com os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, em 2007.
As empresas com 250 a 999 ocupados concentravam 21,1% do valor das construções e as com 1 000 ou mais pessoas ocupadas, 22,5%. As grandes empresas concentraram 43,7% do valor das obras no segmento. O crescimento entre 2005 e 2006 para as duas classes das grandes foi, respectivamente, de 39,6% e 4,6%.

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Tags: Economia · Imóveis