O mercado financeiro brasileiro acredita que a inflação em 2008 deve ficar próxima ao teto da meta definida pelo governo, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
No levantamento semanal feito pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram para 6,30%, ante 6,08%, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008.
A meta de inflação deste ano é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é de 6,5%.
O Banco Central, em seu Relatório de Inflação do segundo trimestre - divulgado na semana passada -, elevou para 6 por cento sua estimativa para a alta do IPCA em 2008 e afirmou que existe 25% de chance do teto da meta ser ultrapassado.
O cenário traçado pelos economistas ouvidos pelo BC para a inflação em 2009 é melhor, mas ainda assim segue sendo elevado semanalmente. De acordo com o mais recente levantamento, as projeções indicam uma inflação de 4,80%, ante 4,78% projetados na pesquisa anterior.
O BC estima uma alta de 4,7% para o IPCA no próximo ano, segundo dados do Relatório de Inflação.
A meta para 2009 também é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais.
Nesta segunda-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne para definir a meta de 2010. Economistas consultados pela Reuters acreditam que ela deve repetir o que foi fixado nos últimos anos.
O levantamento semanal do BC mostrou ainda que a estimativa para o patamar da taxa de juro ao final do ano ficou mantido em 14,25%, mas a previsão para dezembro de 2009 foi elevada de 13,00% para 13,50%.
Isso significa que a taxa de juro deve ficar em patamar elevado por mais tempo do que o anteriormente previsto. A queda, quando iniciada, será mais gradual.
Em termos de crescimento econômico, as projeções dos analistas não sofreram alterações. Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 4,80 por cento. Para o próximo ano, a estimativa é uma expansão de 4%.
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