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Votorantim vai sair dos atuais 25 milhões de toneladas para 39 milhões de toneladas em 2011

July 1st, 2008 · No Comments

A Votorantim Cimentos (VC) anunciou segunda-feira (30) uma segunda onda de investimentos no País, apenas onze meses depois de tirar do papel um plano de expansão de R$ 1,7 bilhão. Desta vez, a companhia vai investir R$ 1,5 bilhão em mais quatro novas fábricas em São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Distrito Federal. “O mercado vem crescendo a taxas maiores do que a que imaginávamos”, afirma o presidente da VC, Walter Schalka. “Essa é uma resposta direta às necessidades dos nossos clientes e uma clara resposta à sociedade de que o cimento não será limitador do crescimento do País.”

Com as novas unidades, a capacidade de produção da Votorantim vai sair dos atuais 25 milhões de toneladas para 39 milhões de toneladas em 2011, quando todas as novas fábricas (incluindo as da primeira fase) já estarão em operação. É o maior investimento - R$ 3,2 bilhões - já feito pelo grupo em cimentos, se somadas as duas fases. Graças ao boom do mercado imobiliário e às obras de infra-estrutura, o Brasil deve consumir neste ano 50 milhões de toneladas, 11% a mais que no anterior.

O volume surpreendeu os fabricantes de cimento. A própria Votorantim havia estimado um crescimento de 9%. Em 2008, o consumo per capta deve ser o maior da história do País, superando o recorde de 1998. Para os próximos anos, a companhia espera crescimento entre 7% e 8%.

A situação chegou a tal ponto que faltou cimento em alguns mercados. O Brasil até tinha capacidade de fabricação, mas ela não estava disponível. Para evitar problemas, a VC foi obrigada a levar cimento do Sergipe para o Mato Grosso, um dos Estados onde o consumo de cimento cresce acima da média brasileira. “Estamos tomando medidas caras para evitar o desabastecimento”, diz o executivo, referindo-se ao alto custo da logística no segmento.

A companhia também teve de reativar fábricas que não funcionavam há anos, como a de Cocalzinho, em Goiás, que entrou em operação em abril deste ano, depois de ficar 14 anos parada, e a da cidade gaúcha de Pinheiro Machado.

Embora o cenário seja favorável, a decisão de fazer o novo investimento foi delicada. A ameaça da inflação foi tema recorrente nas reuniões do Conselho de Administração do grupo Votorantim. “Há algumas nuvens no horizonte. E a inflação é uma delas. Cada vez que o preço dos alimentos sobe, sobra menos dinheiro para as outras coisas. Entre elas, a casa própria”, explica Schalka. “Outra preocupação é a falta de infra-estrutura para fazer isso acontecer. Não existe fábrica de cimento sem estrada, energia e portos.”

O executivo levantou ainda um terceiro ponto, que transformou-se numa questão sensível para quase todos os setores da economia, inclusive o da construção civil. Trata-se da falta de mão-de-obra. Faltam profissionais em todas as áreas - desde pedreiros até engenheiros. A disputa das construtoras por eles está criando até uma alta inflação de salários no setor.

O apagão de mão-de-obra é grave e levou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) a capitanear um programa para treinar 5 milhões de trabalhadores. O projeto foi apresentado à Casa Civil em fevereiro. Um programa piloto deve começar a funcionar até o fim deste ano. As empresas do setor têm seus projetos internos de formação, mas têm se mostrado insuficientes para acompanhar o ritmo de crescimento da construção.

Governo - A aposta da Votorantim, embora seja de risco, foi considerada necessária pelos acionistas. Por ser líder de mercado, com 40% das vendas de cimento do País, a companhia não queria ser responsabilizada por desabastecimento. “O governo federal (Casa Civil e Ministério da Fazenda) e alguns estaduais têm nos solicitado isso”, revela Schalka.

O executivo diz que, por isso mesmo, tem tido apoio do governo, seja para abrir estradas, resolver problemas de portos e de energia. As fábricas de cimento ficam em regiões isoladas dos grandes centros.

O consumo per capta de cimento no Brasil ainda é baixo se comparado ao de outros países da América Latina. Hoje ele é de 261 quilos por habitante. Se o consumo e a população crescerem como previsto, a expectativa é que o nível de 2011 seja parecido como o da Argentina, Chile e México. Para ter uma idéia, na China - que consome metade do cimento produzido no mundo, ou 26 vezes mais que o Brasil -, o índice é de espantosos 1200 quilos por habitante.

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Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou por prazo indeterminado o fim dos celulares analógicos

July 1st, 2008 · No Comments

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou por prazo indeterminado o fim dos celulares analógicos. A previsão da agência era de que esses celulares, que são cerca de 11 mil em todo o país, só funcionariam até esta segunda-feira (30), mas a Anatel decidiu suspender temporariamente a decisão para evitar que os usuários desse serviço ficassem sem comunicação. As empresas de telefonia são obrigadas a trocar, de graça, o aparelho analógico por um celular digital, mas estão encontrando dificuldade para substituir as redes e todas as antenas antigas.

A sobrevida dada aos celulares analógicos está em ato da Anatel, publicado nesta segunda no Diário Oficial da União. A medida vale enquanto durar o processo de consulta pública de uma outra proposta, que é a de substituir, dentro de um ano, os telefones fixos de áreas remotas do País, chamados de Ruralcel e Ruralvan. Esses telefones também são analógicos e, apesar de serem fixos, usam as redes da telefonia celular. Não há data prevista para o fim deste processo de consulta pública.

Para tomar a decisão de prorrogar o prazo, a Anatel considerou também o fato de que existem antenas analógicas da telefonia celular em lugares que não são cobertos pela tecnologia digital e, portanto, não poderiam ser desativadas até que fossem substituídas por outras, de tecnologia digital. O objetivo da Anatel é garantir que a migração ocorra sem transtornos aos usuários. O maior problema dos celulares analógicos é que eles são mais suscetíveis a fraudes, como a clonagem. Hoje há no país um total de 130 milhões de celulares em operação.

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Não queremos tirar royalties de ninguém, mas queremos discutir os recursos

July 1st, 2008 · No Comments

“Não queremos tirar royalties de ninguém, mas queremos discutir os recursos do pré-sal. A ambição do País tem de ser maior. Não pode ser uma distribuição tradicional porque mudou-se de patamar”.

Segundo Dilma, é preciso pensar nos recursos do pré-sal como instrumento de investimento em educação, por exemplo, como ocorre na Noruega.

O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d’água que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros.

Tupi é considerada um megacampo de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. O óleo está em uma área muito profunda, sob uma camada de sal, abaixo do leito marinho.

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