Após sete cortes consecutivos, entre setembro do ano passado e abril deste ano, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos, do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano (a.a). A decisão veio em linha com as expectativas do mercado. Segundo o statement (documento), a decisão de manter a taxa básica de juros em 2% ao ano indica que a atividade econômica caminha para expansão, particularmente refletindo algo firmado com gastos domésticos. Entretanto, o mercado de mão-de-obra tem registrado certa fragilidade e o mercado financeiro permanece sob considerável estresse. As condições de crédito estão compactadas, os contratos de casas estão progredindo e o aumento nos preços de energia pesam no crescimento da economia. O Comitê espera inflação moderada ainda este ano e no próximo. Entretanto, tendo em vista o contínuo aumento nos preços de energia e de algumas commodities e a elevada expectativa de alguns indicadores de inflação, o documento afirmou que incertezas sobre a inflação permanece elevadas. A substancial flexibilização da política monetária até a data, combinada com as medidas em curso para promover a liquidez do mercado, deve ajudar a promover um crescimento econômico moderado ao longo do tempo. O Comitê vai continuar a acompanhar a evolução econômica e financeira e irá atuar, se necessário, para promover um crescimento econômico sustentável e a estabilidade dos preços. Votam a favor da manutenção Ben Bernanke, presidente do Fed; Timothy Geithner, vice-presidente da entidade monetária; Donald Kohn; Randall Kroszner; Frederic Mishkin; Sandra Pianalto; Charles Plosser; Gary Stern; e Kevin Warsh. Já Richard Fisher, afirmou que prefereia um aumento da taxa de juros nesta reunião. No statement, o Fed não sinalizou mudança na taxa de redesconto, que atualmente está em 2,25% a.a.
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